Fala, galera que não se cala! Se você está ligado nas lutas por direitos, já sabe que a comunicação não é só “postar fotinha”, é arma de resistência. Hoje o papo é sobre como a Agência Territórios Vivos 2025 hackeou a lógica tradicional e mostrou que a juventude de Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) está pronta para pautar o Brasil — e o mundo!
O que rolou no Territórios Vivos 2025?

Realizado pela Bem Tv em uma parceria pesada com o CNPCT (Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais) e a cooperação alemã GIZ, o projeto não foi apenas um “cursinho”. Foi um percurso de formação e articulação política.
O objetivo? Fortalecer a identidade e dar ferramentas técnicas para que jovens comunicadores pudessem enfrentar a desinformação e defender seus territórios sob ataque.
O impacto em números (pra quem gosta de dados):
- Juventude na ativa: 22 lideranças jovens selecionadas a dedo.
- Brasil representado: Galera vinda de 15 estados diferentes.
- Diversidade Biocultural: Representantes de todos os biomas — Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal e nossos maretórios.
- Carga horária: Mais de 209 horas de capacitação técnica intensa.
- Duração: 8 meses de imersão total.

Do presencial ao digital: O diferencial da Educonexão
Aqui é onde a mágica acontece. O projeto começou com um pé no chão, num encontro presencial em Niterói (RJ), mas ganhou escala e profundidade na Plataforma Pluriverso.
E ó, não confunda com EAD ( Educação a distancia)! A Pluriverso trabalha com o conceito de Educonexão. Enquanto o EAD tradicional muitas vezes isola o aluno na frente da tela, a Educonexão foca nos vínculos político-afetivos. Através da lógica da “boneca russa” (onde percursos contêm módulos, que contêm tópicos), a plataforma permitiu que esses jovens construíssem redes orgânicas de aprendizado.
O diferencial híbrido permitiu que a formação não parasse no encontro físico. Nos canais de debate (a “Roda”) e nos entrelaços em rede (o feed da Pluriverso), e principalmente nos encontros semanais na PluriStream, a galera continuou produzindo conteúdo em tempo real, direto dos seus territórios. O pessoal aproveitou essa funcionalidade que permite criar e inserir salas online nos (per)cursos formativos da plataforma de educonexão Pluriverso.
Hospedada no Brasil, a PluriStream se diferencia de outras plataformas de streaming por ser uma solução desenvolvida por educadores para educadores. Ela oferece uma variedade de recursos para facilitar a interação e a colaboração, com foco em educonexão. Entre as funcionalidades que contribuíram no processo dos Territórios Vivos e da campanha Presente Ancestral, destacam, segundo a coordenadora do projeto pela BemTv, Daniela Nunes Araujo, a sua estabilidade, o painel com estatísticas, a Gravação de streaming e apresentações, além de funcionalidades integradas, como chat individual e público, editor de texto colaborativo, criação de sub salas ilimitadas, enquetes, quadro branco interativo, etc. O pulo do gato esteve na integração da PluriStream à Pluriverso, de forma nativa, garantindo mais agilidade e segurança.
Pluriverso: Inovação deeptech com raiz
Se alguém ainda acha que tecnologia de ponta e causas sociais não andam juntas, certamente a Pluriverso está aqui para provar o contrário. Recentemente, a plataforma recebeu, pela segunda vez, o fomento e bolsa de pesquisa da FAPERJ.
Isso coloca a Pluriverso no mapa como uma StartUp Deeptech (empreendimento de base científico-tecnológica). Ou seja: é ciência e tecnologia de alto nível aplicadas para gerar impacto social real e autonomia para populações vulnerabilizadas. É a academia e a tecnologia a serviço da base!
Resultados que ecoam: Campanha Presente Ancestral

O grande fruto dessa jornada foi a campanha “Presente Ancestral: Guardiãs e Guardiões contra a crise climática”. Os indicadores de impacto mostram que o recado foi dado:
- Engajamento Real: A estratégia digital da Rede PCTs Brasil rendeu um aumento de mais de 12,7 mil novos seguidores.
- Vídeos de Impacto: Conteúdos educativos que furaram a bolha e chegaram aos espaços de decisão.
- Voz na COP: Os Jovens da iniciativa Territórios Vivos e da campanha Presente Ancestral atuaram na COP 30 (Belém, 2025) para garantir a centralidade dos povos tradicionais e a justiça climática. Eles utilizaram a comunicação comunitária e saberes ancestrais para defender nossos biomas, pressionando por metas ambiciosas de proteção dos territórios, com foco em integrar a juventude nas negociações de alto nível.

De Onde Viemos: O Legado do Projeto Jovens Comunicadores
Se liga: o sucesso do Territórios Vivos 2025 não caiu do céu. Ele é a evolução de uma história que começou a ser escrita em um dos momentos mais difíceis da nossa geração. Em 2020, no olho do furacão da pandemia, a Bem TV sacou que a informação correta era, literalmente, questão de sobrevivência. Foi assim que nasceu o Jovens Comunicadores, uma iniciativa da Bem TV com a Pluriverso e uma rede de parceiros que acreditam que o direito à comunicação é um direito que garante outros direitos.
O objetivo era papo reto: treinar a galera para identificar fake news, fazer checagem de fatos e espalhar informações reais sobre saúde e direitos. E olha o tamanho do impacto desse movimento:
- Formação de Base: Mais de 1.800 jovens passaram pelo processo e saíram prontos para o combate informativo.
- Rede de Combate: Conseguimos alcançar mais de 180.000 pessoas com informações checadas, quebrando a corrente das mentiras no WhatsApp e nas redes.
- Mundo do Trabalho: Não ficou só na teoria! Foram identificadas mais de 100 oportunidades reais de trabalho para essa juventude.
- Agência de Jovens Comunicadores: O projeto criou sua própria agência, que hoje é referência em comunicação comunitária.
- Reconhecimento: Todo esse corre foi tão potente que o projeto foi Premiado pelo Banco do Brasil em 2024, consolidando a Bem TV como referência em tecnologia social.
Mais Conexões: Jovens Defensores e a Luta por Direitos
E a nossa “Educonexão” não para por aí! A Plataforma Pluriverso é o território digital onde várias frentes de luta se encontram. Além da comunicação, estamos juntos na defesa direta dos nossos direitos.
É o caso do projeto Jovens Defensores Populares, uma articulação pesada da Agenda Jovem da Fiocruz em parceria com o Ministério da Justiça, a Secretaria Nacional da Juventude, o Instituto de Referência Negra Peregum e o Levante Popular da Juventude.
Esse projeto é a prova viva de que quando a tecnologia de base científica (a nossa Startup Deeptech!) encontra o movimento social, o resultado é transformação na veia. Quer entender como essa galera está usando a educonexão para garantir direitos? Não deixa de ler a matéria “Jovens Defensores, educonexão e direitos“, publicada aqui mesmo nesta edição da nossa revista.
O lema da rede diz tudo: “Nada sobre nós sem nós”. A Agência Territórios Vivos mostrou que quando o território fala, o Brasil precisa escutar. E com a tecnologia da Pluriverso, esse grito chega muito mais longe.
Os Jovens que participaram desse processo seguem ativos não apenas nos seus territórios, como na atuação articulada em rede de abrangência nacional. Eles são a rede de Jovens de Povos e Comunidades Tradicionais, segue eles lá!
Acesse na íntegra o relatório do projeto:
Este artigo foi elaborado por Claudio Barría e Julia Barbosa da Equipe Editorial da Revista Pluriverso a partir de fontes diretamente solicitadas à BemTv, organização realizadora do projeto Territórios Vivos. Foi Utilizada Inteligência Artificial na editoração para otimização em mecanismos de busca na web (SEO)”.

